A cabine solitária submerge na escuridão. O uhu do bufo atravessa a distância e noitibós imitam cigarras. Cigarras. O chamamento assobiado dos alcaravões. A propagação de um riacho. O cheiro verde das águas e as notas amadeiradas de raiz e de terra. Iluminadas por candeeiros hexagonais nos postes finos ao lado dos trilhos, casinhas de madeira nobre coroadas pelo vulto das árvores altas atrás. Camas rangendo. Armários abertos rangendo. Despertadores perto das janelas refletindo o luar. Sim, meu amor. Outra camada do tiquetaquear do trem dentro da noite. A mulher se ajoelhou no cobertor e o homem por trás segurou os seus seios. Ofegavam. O leite ondula no copo à cabeceira e pingos enchem o vidro da janela do trem e escorrem pelas pernas trêmulas.

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